Ser ou não ser conservador? Eis uma importante questão para a qual ainda não consegui dar uma resposta com a clareza que o assunto merece. Prefiro pensar que o que está normalmente em causa é a nossa vontade e sensatez em preservar o que deve ser preservado, aprofundando razões e sentido crítico, sem contudo perdemos a capacidade de aceitar o novo, porém que também daí venham contributos que reflictam dedicação e profundidade.
Grande parte das vezes, confunde-se o novo com o superficial e ainda sem história, facto que afasta os ditos e assumidos conservadores, ou, no outro extremo, confunde-se o existente com algo empedernido, parado no tempo, incapaz de ser mudado, o que afasta os ditos e assumidos progressistas.

Nesta manhã soalheira de Novembro, continuo a permitir que a vida se expresse numa fluidez equilibrada onde coisas do passado continuarão a ser coisas do futuro e que o novo surja e me ajude a ter uma história melhor e mais funda, até na interpretação, até na fruição do que foram os dias idos.

- Desta manhã, deixo-te a trepadeira em fogo no telhado da vizinhança e os seus gatos, a lembrarem todos os Outonos e o amor infinito que ainda tenho para te oferecer nos dias próximos, esses dias que levam tão alegremente ao fim da vida.

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